terça-feira, 30 de setembro de 2014

Fidélix, marxismo de boteco e a covardia da OAB




Por: José Boas

No último debate entre os presidenciáveis promovido pela Rede Record, o candidato Levy Fidélix (PRTB) expôs sua total aversão às uniões homoafetivas. Isso faz dele homofóbico? Pode até ser, mas devemos concordar que a esquerda brasileira, por culpa da imprensa vendida que nós temos e de nossa pseudo-intelectualidade bacharelesca, acostumou-se ao longo das últimas décadas a não ser confrontada em suas ideias, o que criou neste tempo a sensação de que tudo o que falam ou defendem toma - imediatamente - ares de verdade absoluta e inquestionável.

Levy Fidélix pode ter errado na forma, mas não no conteúdo. A esquerda brasileira acredita ser dela o monopólio sobre a verdade e sobre o que pode ou não ser dito acerca de suas bandeiras.

Fidélix tomou um caminho errado em sua crítica, no entanto seu cerne não pode deixar de ser analisado. Quem disse que todos devem concordar com as bandeiras do PSOL ou de qualquer um dos partidos de esquerda do Brasil (que, aliás, são a maioria no espectro político nacional)? Em qual manual político está escrito que qualquer crítica à homoafetividade deve ser tomada como insulto? Por acaso esse grupo é inatingível pela lei ou blindado por ela, à parte dos demais cidadãos?!

Há uma subserviência, quase um vício moral no Brasil, a tudo aquilo que se autointitula "minoria" e isso cria uma espécie de "síndrome da criança mimada" nestes grupos: seu principal argumento, com isso, acaba se tornando "olha, eu sou minoria e tenho que ter minhas demandas atendidas, caso contrário você é fascista!". É isso mesmo?! Quem, enfim, discordar destes grupos e de seus aderentes gratuitos está imediatamente lançado aos leões do patrulhamento ideológico que se implantou neste país. Tudo se pode debater, desde que se concorde com a ideologia predominante! Isso, por acaso, é mesmo democracia?!

Seguindo a lógica de seu marxismo de boteco e tecendo elogios ao seu governo, Dilma usou a tribuna da ONU como palanque eleitoral e afrontou a constituição de 1988 ao declarar-se favorável à negociação com os terroristas da ISIS

Por outro lado vê-se mais uma trapalhada de Dilma na política exterior do Brasil. A presidente, em seu último discurso na ONU – para espanto de todos e vergonha generalizada dos embaixadores brasileiros que a acompanhavam – defendeu que seja criada uma “linha de diálogo com os integrantes da ISIS”, milícia autointitulada islâmica que promove assassinatos, estupros e decapitações em massa no Oriente Médio e que ameaça implantar o terror em todos os países ocidentais em breve. Em outras palavras, Dilma quer negociar com terroristas, aos moldes do que fez Brizola no Rio de Janeiro em relação aos traficantes de drogas à época que era governador do estado. Deu certo com Brizola? Os traficantes se tornaram mais “sensíveis” à questão da segurança pública após a negociação?! Não, né? E com Dilma seria diferente?! Dilma crê que, com seu marxismo de boteco, será capaz de conter a sanha assassina deste grupo... isso sim, é um absurdo à inteligência de todos nós!

Mais absurda ainda é a posição tomada pela OAB – Ordem dos Advogados do Brasil – ao declarar a haver a possibilidade, de sua parte, em entrar com uma ação contra Levy Fidélix junto ao TSE por ter falado um monte de bobagens. Porém, esta mesma OAB se cala quanto ao ato de Dilma... não me consta que palpite furado (como o de Fidélix) seja crime de alguma forma, mas a Constituição do Brasil (aquela que Dilma jurou defender quando tomou posse como presidente da república) é bem clara em seu artigo 5° quando declara, aberta e claramente, combate ao terrorismo!

Sem ter quem questionasse suas reais intenções, esquerda brasileira acostumou-se a apresentar suas bandeiras como se fossem o único modelo social e político possível. Aos que questionam suas posições sobram taxações depreciativas... o debate é, paulatinamente, sufocado e a democracia morre junto

Eis a contradição que atualmente vivemos: dá-se mais valor a um amontoado de bobagens ditas por um candidato sem representatividade nenhuma no cenário político nacional do que a um ato claro de achincalhe à atual constituição, promovido por quem jurou defendê-la em sua integralidade! Onde estão os patrulhadores do “politicamente correto” para questionarem o posicionamento de Dilma? Não é ato de covardia atacar com toda sua força o pequeno e se envergar aos grandes?! 

E assim cambaleia a nossa proto-democracia entre patrulhamentos ideológicos, melindres de “minorias”, covardias institucionais, debates vazios de propósitos concretos, proximidade com ditaduras... e ainda há quem defenda o atual modelo!