segunda-feira, 16 de junho de 2014

"Majestade, me perdoe. Eu não sabia que a república se tornaria isso."



Por: Emanuel Nunes Silva
Contribuiram: Eb Engler e Datorpan Monarquista

"Majestade, me perdoe, eu não sabia que a República se tornaria isso."
(Ruy Barbosa,
em uma audiência com D. Pedro II,
exilado em Paris depois do golpe de 1889)


A Armada Imperial Brasileira foi a Força que tentou reverter o Golpe Republicano de 1889, entretanto a maioria dos seus Oficiais e Subalternos fiéis a Monarquia, Heróis da Pátria, foram executados sumariamente. "O golpe de Estado que instaurou a República no Brasil não foi bem aceito pelos militares da Armada Imperial. Marinheiros foram rechaçados a tiros ao darem vivas ao Imperador quando este estava aprisionado no Paço Imperial. O Marquês de Tamandaré implorou ao seu amigo Dom Pedro II que o permitisse debelar o golpe, mas, este o negou tal possibilidade (talvez tenha sido o Grande erro de D. Pedro II). O idoso almirante, com quase noventa anos de idade, seria preso mais tarde por ordem do ditador Floriano Peixoto sob a acusação de financiar militares monarquistas na Revolução Federalista."

Considerando-se que a nossa Armada Imperial chegou a ser superior a dos EUA, nestes termos, hoje é uma piada. Na progressão da História do Brasil, este moralmente ilegítimo regime republicano brasileiro falhou... fracassou. Isso é fato incontestável. Só não vê quem não quer, ou por quem possui algum interesse obscuro neste atual vergonhoso estado de coisas desconjunturais & inconstitucionais.

Lista de consequências imediatas do golpe de Estado de 1889 sobre a sociedade brasileira


 O Destino de grandeza do Brasil foi interrompido sem honra e grandeza pela traição do golpe militar republicano em 1889, rompendo com a liberdade alcançada pela Monarquia Parlamentar Constitucional Representativa de um Governo próspero, consolidado, respeitado mundialmente, harmônico com nossas Raízes Históricas e a legítima identidade nacional brasileira, cujo seu Parlamento nada devia aos das maiores Democracias monárquicas ou republicanas do seu tempo. Entre 1880 a 1889, a Armada Imperial Brasileira, com os navios mais poderosos dos hemisférios Ocidental e Sul, foi a 3ª mais poderosa Marinha de Guerra da terra, que somada à Marinha Mercante Imperial, representou a 2ª Marinha perante as das nações mais desenvolvidas da época.

Como farol havia a Soberania do Imperador D. Pedro II; homem que foi eleito a segunda autoridade do mundo, ficando abaixo apenas da do Papa. Desprezado, humilhado e destituindo arbitrariamente alheio a opinião pública, por meia dúzia de conspiradores golpistas positivistas traidores da pátria. O Imperador foi preso com toda a sua família, inclusive as crianças, como se fossem criminosos perigosos. Banida do solo pátrio na calada da noite para que o povo desinformado não assistisse o que ocorria, a Família Imperial Brasileira foi expulsa do Brasil em menos de 24 horas após o Crime de Traição e Lesa-Pátria de 15 de novembro de 1889. Foi instituindo no mesmo dia 15 o Governo Provisório Republicano, instaurador da Primeira e mais sanguinária Ditadura Militar da História do Brasil.


"Majestade, perdoe-me. Eu não sabia que a república seria assim"

Esse estado de exceção republicano, para se manter nos seus sete primeiros anos de arbitrariedades e fracassos – com o novo Exército Brasileiro Republicano – massacrou impiedosamente cerca de 150.000 brasileiros, inclusive mulheres e crianças, que de certa forma se opuseram ao novo regime, configurado àquele momento como totalitário; numa época em que a população brasileira era onze vezes menor; o que corresponderia na atualidade a 1.700.000 mortes, sendo a maioria executados sumariamente. Nestes termos a Farsa da Proclamação da República dos Estados Unidos do Brasil não foi pacífica. Estes elementos “proclamadores” além de espoliarem os bens da Família Imperial, para protegerem suas cabeças, criaram a Lei do Banimento que impedia até mesmo o retorno dos seus restos mortais para o Brasil. Faziam parte desse Governo de Mentira Fora da Lei, organizado na mesma noite de 15 de novembro, o Marechal Deodoro da Fonseca como Presidente da República e Chefe do governo provisório; o Marechal Floriano Peixoto como Vice-Presidente; como ministros, Benjamin Constant Botelho de Magalhães, Quintino Bocaiuva, Ruy Barbosa, Campos Sales, Aristides Lobo, Demétrio Ribeiro e o Almirante Eduardo Wandenkolk, todos membros regulares da maçonaria brasileira.

Há uma estreita relação entre as crises institucionais da república brasileira e as crises econômicas pelas quais passou

Todos membros de uma sociedade secreta da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo, chamada de "Bürschenschaft Paulista", ou "Studentenverbindung" (algo como confraria da camaradagem, em alemão), mais conhecida como "Bucha", criada, em 1831, pelo professor Julius Frank (1808 - 1841). Os membros da Bucha procuravam, quando alcançavam um alto cargo político, chamar seus colegas da Bucha para sua equipe. Carlos Lacerda descreveu assim a Bucha: "Uma sociedade secreta em que os sujeitos confiavam nos companheiros, digamos ‘da mesma origem’, que passam pelas faculdades, futuras elites dirigentes. Um dia, um sobe e chama o outro para ser governador, para ser secretário, para ser ministro e assim por diante". Em uma viagem a Paris, Ruy Barbosa se encontra com D. Pedro II e fala: "Majestade, me perdoe, eu não sabia que a República era isso" tamanha era a decepção com o estado do país após a tal “proclamação da república”. Em 1892 abandona a bancada do Senado. Conseguintemente sofrendo ameaças por suas declarações pró-monarquia de arrependido, exila-se na Monarquia da Inglaterra... dali em diante serviu ao chamado cívico todas as vezes que necessário, tentando por três vezes ser presidente da república, mas fracassou em todas as tentativas. Morreu em Petrópolis, Cidade Imperial, em 1.923, desgostoso com a república que ajudara a fundar (vide “mea culpa” de Ruy Barbosa neste bolg em postagem de 2013).