terça-feira, 5 de novembro de 2013

As contradições de Dilma espionada – terceira parte – a espiã descoberta

Por: José Boas

Em setembro Dilma foi à ONU reclamar em cadeia mundial e rádio e TV que os EEUUA praticavam espionagem em relação aos demais governos mundiais. Em tom de surpresa e indignação a inquilina do Palácio do Planalto conclamou as demais nações do planeta a unirem-se em torno de um projeto único de “governança para a internet”... ou trocando em miúdos, um sistema que pusesse a rede mundial de computadores sob a vigilância de governos nacionais ou – ainda – uma espécie de feudalização da internet, com cada líder local emitindo cartas-patente daquilo que poderia ou não ir ao ar em seu respectivo território.

Em setembro Dilma fez jogo se cena na ONU ao esbravejar contra a espionagem da NSA... hoje sua esquipe de governo se esforça para explicar  ações idênticas do Brasil sobre a Rússia, Irã e Iraque.
 
Ora, não é necessário um curso de filosofia para saber que, sob o ponto de vista da lógica, o que Dilma quer mesmo é criar um filtro para policiar a internet dentro do Brasil... ou como se falava em meus tempos de escola, o que ela deseja – e já há um Projeto de Lei tramitando no Congresso neste sentido – é estruturar um plano de censura... ou como diria seu mentor político, um plano de censura “nunca antes visto na história deste país”.

Dilma esbravejou, demonstrou indignação, disse que a espionagem dos EEUUA era uma afronta... e mordeu a própria língua.

Mal começou a semana e apareceram documentos da Agência Brasileira de Inteligência, a ABIN, denunciando que o Brasil espionou os governos da Rússia, do Irã e do Iraque entre 2003 e 2004, quando o PT já ocupava o Estado e o governo como se seus latifúndios fossem... na mesma época, vale lembrar, estourava o escândalo do mensalão, coordenado por José Dirceu – então Chefe da Casa Civil e um dos responsáveis pela Agência.

No caso da espionagem dos Estados Unidos, Celso Amorim exigiu explicações formais... e agora, vai explicar também aos países espionados pelo Brasil o porquê de tais bisbilhotices?

Assim o atual governo demonstrou mesmo sofrer de uma espécie de esquizofrenia seletiva ou de um tipo de transtorno bipolar mal explicado, pois se lembra de atacar os outros por suas espionagens, mas se faz de desentendido quando espiona; esbraveja até espumar pela boca para reclamar da NSA por bisbilhotar o correio eletrônico da presidente, mas desconversa com sorrisos amarelos quando é visto mexericando no quintal alheio... ora, convenhamos que isso tudo só tem um nome certo: hipocrisia, a mais pura cara-de-pau, o mais dissimulado jogo de cena que já se viu nos últimos tempos.

Esse evento serve para demonstrar outro ponto do amadorismo deste governo: a incapacidade de desenvolver tecnologia de informação e contrainformação próprios. Usar a internet para transferência de dados governamentais é implorar para que as informações vazem... e olha que para isso nem é necessário equipamento de ponta, pois qualquer racker muito bem treinado faz este serviço com uma das mãos amarada nas costas e usando um computador normal.

Mas o pior de tudo ainda não é isso! O pior é que o Palácio do Planalto – do alto de sua arrogância pseudo-revolucionária – agora vai jogar a culpa de mais este fiasco internacional no lombo dos agentes da ABIN... vão usar servidores públicos patriotas, honestos e verdadeiramente preocupados com a segurança da Nação como bodes expiatórios de suas lambanças institucionais.

A Agência Brasileira de Inteligência - ABIN - que trabalha com equipamento sucateado e não recebe investimentos, será o bode expiatório do Palácio do Planalto por mais este fiasco internacional...

E agora, Dilma? A culpa é mesmo dos Agentes da ABIN?! Não seria melhor dizer aos brasileiros que são vocês os irresponsáveis?! Não seria mais honesto – uma só vez – dizer à Nação que o que o Palácio do Planalto faz, em todos os sentidos, é publicidade e jogo de cena?!


E agora, Dilma?!