domingo, 3 de novembro de 2013

Agronegócio: mudar a imagem de inimigo da floresta é desafio


O produtor brasileiro venceu os desafios da tecnologia e de produtividade e tem forte demanda do mercado de aumentar o volume de produção para atender a crescente necessidade de alimento, mas o desafio maior do agronegócio na atualidade, no País, é vencer o ranço ideológico contra o setor. A avaliação é do presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul), Eduardo Riedel, durante o I Seminário de Agronegócio, realizado pelo Sindicato Rural Rio Verde de Mato Grosso no balneário do município, nesta quarta-feira (30).

Apesar da produção agrícola brasileira ter se diversificado e seguir uma legislação ambiental rigorosíssima, grupos ambientalistas financiados com capital estrangeiro insistem em taxar o produtor nacional como um grande inimigo do meio-ambiente


Apresentando dados da evolução do setor, que hoje responde por 37% dos empregos gerados no País, Riedel estabeleceu paralelos com a sustentabilidade garantida pelo produtor brasileiro, tal como a preservação do Pantanal. A presença do pecuarista nas áreas pantaneiras garante preservação de 87% da vegetação nativa na região. “A afirmação de que a produção é inimiga da preservação é um argumento falso”, enfatizou, destacando o trabalho dos sindicatos rurais, da Federação e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) no propósito de fortalecer a imagem do setor e na defesa de interesses que lhe são legítimos.

Riedel citou o lobby dos produtores americanos no congresso dos EUA, apresentando panfletos com os dizeres “Farms here. florest there!” (Fazendas aqui, florestas lá!), salientando que muitas das pressões sofridas pelos produtores brasileiros têm origem no jogo de interesses do mercado internacional. “O crescimento da agropecuária brasileira afeta a competitividade da agricultura americana”, resumiu.

Pecuaristas pantaneiros são responsáveis pela preservação de 87% da área de um dos maiores biomas do planeta e investimento em tecnologia procura aumentar a produtividade sem afetar o equilíbrio do sistema, que serve ainda como fonte de renda para o turismo regional

 Ao palestrar sobre “A importância da agricultura e seu impacto na economia local”, o presidente da Associação dos Produtores de Soja (AprosojaMS), Almir Dalpasquale, disse que as maiores perspectivas de crescimento de produção concentram-se na região norte do Estado e que as áreas de produção agrícola crescerão vertiginosamente no Estado nos próximos dez anos, principalmente em cima de áreas de pastagem degradada. “Rio Verde vai dobrar sua produção de grãos”, assegurou, fazendo referência à crescente demanda e às limitações de produção nos outros países do mundo.

A secretária de Produção e Turismo, Tereza Cristina Corrêa da Costa, falou de perspectivas para o futuro, citando extensão de terras, clima e acesso como pontos favoráveis ao desenvolvimento do setor no Estado. Enfatizando a eficiência do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) na capacitação técnica do produtor e os nove milhões de hectares de pastagem degradada, Tereza Cristina enfatizou que a competitividade da pecuária passa pela integração com a lavoura. “Não dá mais para ter meia vaca ou um boi por hectare”, reforçou. A secretária enfatizou ainda a atuação da Famasul como a “batalhadora de uma guerra difícil, uma luta inglória pra quem tá de fora”, referindo à busca do desenvolvimento das cadeias produtivas e a atuação nos litígio de terras.

Fonte:
Canal do Produtor
http://www.canaldoprodutor.com.br/comunicacao/noticias/agronegocio-mudar-imagem-e-desafio