terça-feira, 3 de setembro de 2013

Sérvia poderá coroar en breve um trineto da Redentora, Dona Isabel I do Brasil


A Sérvia, o antigo “barril de pólvora” da Europa – onde começou a I Guerra Mundial com o assassinato do Arquiduque Ferdinando e onde ocorreram os massacres ordenados por Slobodan Milosevic – está hoje bem mais pacificada, e seu povo quer mudanças drásticas no regime de governo.

Em recente pesquisa realizada pelo jornal Blic, 65% da população declara que a restauração da Monarquia Constitucional Parlamentarista é a melhor via para o país encontrar o equilíbrio e a retomada do crescimento econômico sólido.

"Nosso príncipe atraiu muita sorte para a Sérvia. Por seus esforços em buscar investidores interessados no desenvolvimento da nação e sobre a beleza de nosso amado país. Sua esposa, princesa Katherine, investiu muito no sistema de saúde, possibilitando a salvação de muitas pessoas. É isto que a sérvia precisa, de um verdadeiro pai e uma verdadeira mãe para nos orientar!"
- afirma Zorica, uma jovem sérvia.

HISTÓRIA - Do antigo e vasto Reino da Iugoslávia restou hoje apenas a República da Sérvia, país cuja dinastia nacional,a Casa de Karadjordjevic, forjou um Estado entre o fim do século XIX e o início do XX, valendo-se do esfacelamento de dois impérios: o Turco-Otomano e Austro-Húngaro no fim da I Guerra Mundial.

Sua Alteza Real, o Príncipe Alexandre II da Sérvia e sua esposa, a Princesa Consorte, Isabel II
 
O PRÍNCIPE - O atual Príncipe, Alexandre II, filho do Rei Pedro II da Iugoslávia (1923-1970), nasceu em Londres pouco depois do fim da II Guerra Mundial em uma suíte do Hotel Claridge´s (declarada temporariamente território iugoslavo pelo Governo Britânico através do princípio da extraterritorialidade).

Foi apenas em 1991 que o herdeiro do trono sérvio, Sua Alteza Real Alexandre II Karadjordjevic, finalmente pisou o solo de Belgrado, para ele e sua família considerado sagrado. O Príncipe e Chefe da Casa Real da Sérvia é pentaneto de D. Pedro I, uma vez que sua avó paterna, a Rainha Marija (1900-1961), nascida princesa da Romênia, era neta da Infanta D. Antonia de Portugal, filha de D. Maria II de Habsburgo e Braçança, rainha de Portugal e irmã de Dom Pedro II do Brasil.

O Príncipe foi batizado por Sua Majestade o Rei George VI e por sua filha, a então herdeira do Trono da Inglaterra, a Princesa Elizabeth, na Abadia de Westminster. Para quem quiser assistir este vídeo histórico, basta acessar a página oficial da Casa Real Sérvia na internet: www.royalfamily.org.

Alexandre, que fora educado por sua avó Marja da Romênia, recebeu sólida formação militar em duas das melhores academias militares do mundo: a Culver Marcial Academy – Estados Unidos – e na britânica Mons Office Cadet School

Sempre muito ligado à sua madrinha, Elisabeth II da Inglaterra e à Casa de Windsor, esteve sempre presente em todos os eventos promovidos pela Família Real britânica, destacando-se aí as bodas do Príncipe Charles de Gales com Lady Diana Spencer e, mais recentemente, do Príncipe William com Miss Kate Middleton.

O CASAMENTO - Em 1972, então com vinte e sete anos de idade, casou-se no palácio de Villamanrique de la Condesa, próximo de Sevilha, na Espanha, com a Princesa D. Maria da Glória de Orleans-e-Bragança, nascida em Petrópolis-RJ em 1946. Sua Alteza, que tinha empresas nos Estados Unidos e na Espanha, passou algumas temporadas em Petrópolis e no Rio de Janeiro.

Deste casamento das Casas Reais e Imperiais da Sérvia e do Brasil nasceu, além do herdeiro, Pedro (1980), e os gêmeos Felipe e Alexandre (1982). De maneira que esses três príncipes da Sérvia são trinetos da Redentora, Sua Majestade Real e Imperial do Brasil, Dona Isabel I e duplamente descendentes de D. Pedro I.

Já fora declarado várias vezes pelo herdeiro do Trono Sérvio que, com a restauração da monarquia parlamentarista em seu país, o nome que adotará será “Pedro III da Sérvia”.

Pedro III de Orleans e Bragança Karadjordjevic, trineto de Isabel I do Brasil e tetraneto de Dom Pedro II, o Magnânimo, primeiro na linha sucessória ao Trono Sérvio, carrega a Coroa de seu país em enterro simbólico de seu tio-avô, Paulo II.
 Após a deposição de Slobodan Milosevic em outubro de 2000, houve a possibilidade da Casa Real Sérvia advogar no Judiciário nacional o retorno de suas propriedades, confiscadas pelos comunistas em 1947. O antigo palácio real de Belgrado (chamado de “Palácio Branco”) e outras casas foram devolvidos aos Karadjordjevic, que residem oficialmente na capital desde julho de 2001.

Em 4 de outubro do ano passado mais uma vitória para os Sérvios em geral e para a Casa dos Karadjordjevic em particular: foi possível fazer com que o governo da Sérvia repatriasse os restos mortais do Príncipe Paulo (1893-1976) e de sua mulher, Olga (1903-1997), nascida princesa da Grécia e da Dinamarca. O Príncipe Paulo da Iugoslávia foi o regente do Reino na menoridade do primo, Pedro II, de outubro de 1934 a março de 1941. As cerimônias de Estado foram co-presididas pelo Presidente da República, Tomislav Nicolic, e o Príncipe Alexandre, cabendo a condução dos ofícios sacros ao Patriarca Irinej I, supremo líder dos ortodoxos sérvios e um filo-monarquista declarado.