sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Manifesto: UMA NOVA INDEPENDÊNCIA


Por: José Boas



H
á exatos 191 anos o Brasil dizia a mundo que seus rumos seriam, a partir de então, ditados por si; que sua sina de colônia explorada e espoliada encontrava seu fim; que seus passos seriam dados sem a tutela de nenhuma outra nação... há 191 anos o Brasil se tornava independente através da coragem de homens que, nascidos em outros países, outros continentes, desejavam ser livres, eles próprios os donos de seus destinos. Há 191 anos um príncipe, que tinha absolutamente tudo a perder virando-se contra seu próprio Estado, escolheu ficar e lutar por um povo que aprendeu a amar e que jurou defender... há 191 anos, Dom Pedro gritava, às margens do Ipiranga: “Independência ou Morte!” e tornava-se mais que o primeiro Imperador da jovem nação, mas o ícone de uma gente que amou tanto esta terra que fez dela seu próprio destino.

É
 evidente que Pedro Américo, ao pintar o seu famoso quadro, quis transportar para a tela mais a glória do evento do que sua veracidade histórica! É evidente que as histórias populares que se desenvolveram a partir deste evento correram o Brasil e, como “quem conta um conto aumenta um ponto”, ganharam cada vez mais emoção e heroísmo... mas quem pode viver sem ter ao menos um ícone a lhe servir de norte?

P
or sessenta e sete anos o Brasil foi embalado pela grandiosidade do Grito do Ipiranga – tão importante que passou a figurar na primeira estrofe do Hino do Brasil independente. Sua demanda por bravura, nobreza e caráter íntegro fazia-se ecoar no espírito de cada um dos brasileiros e os guiava ao patriotismo construtivo, audacioso, liberal e emancipatório.

M
as... em novembro de 1889 um grupo de golpistas, embalados por seus interesses econômicos pessoais, pela ganância de poder e por um positivismo ideológico que jamais saiu do abstracionismo, resolveu roubar do Brasil aquilo que mais lhe garantia dignidade dentro de fora de suas fronteiras: seu Imperador – filho daquele herói que tudo arriscou para tornar o Brasil livre – e mais que isso, sua Coroa, símbolo material de sua soberania, de seu amor próprio como Nação, de sua força produtiva... golpearam a liberdade do povo brasileiro naquilo que ele tinha de mais sagrado: seu máximo exemplo de honradez!

N
o lugar do Império independente, “respeitado em todo o mundo e temido pelos aventureiros” nas palavras de Affonso Arinos, colocaram uma republiqueta ditatorial; no lugar da soberania coroada, impuseram o medo pela espada; no lugar da bandeira que representava a maior democracia do hemisfério sul do planeta colocaram um arremedo, uma imitação barata, uma cópia pirateada, com um lema que – nem nos seus melhores momentos – expressava a verdade, pois nesta ré-pública em que o povo brasileiro foi mergulhado jamais lhe foi garantida ordem pacífica nem o progresso necessário a todo ser vivente. Uma república corrupta, mentirosa, caudilhesca, instável, empobrecida e empobrecedora, vendilhã, prostituída e entregue a grupelhos e seus interesses cada vez mais podres e escusos.

E
is que é chegada a hora de darmos um novo grito! Um novo brado deve surgir não mais dos pulmões e das gargantas, mas da alma de cada um brasileiro que, tendo vergonha na cara, queira dar um basta aos roubos que vemos todos os dias... fomos libertos pela Coroa e, restaurando esta Coroa, vamos deixar evidente que não aceitamos mais o jugo dos golpistas; que não aceitamos mais sermos comandados por um grupo de mercenários que se digladiam ou aliam-se entre si apenas buscando arrancar do povo o fruto de seu honesto trabalho por meio de cargas tributárias cada vez mais altas e deixando para o povo que o sustenta apenas o ônibus lotado, a escola que não ensina, o hospital que mata e a insegurança pública.

V
iva o Império do Brasil, viva a restauração da monarquia parlamentarista, viva Suas Altezas Reais e Imperiais que sempre estiveram, mesmo que caladas pela lei dos golpistas covardes, ao lado de seu povo... viva o povo brasileiro!!! INDEPENDÊNCIA OU MORTE!!!!