sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Jovens alemães afirmam confiar mais na família real que em seus últimos presidentes


Em pesquisa divulgada em maio deste ano, mais um país demonstrou simpatia pela restauração da monarquia: a Alemanha. Os dados coletados mostram que um em cada cinco alemães gostaria de ver a monarquia restaurada e este índice avança ainda mais entre os jovens, faixa etária em que o grupo de restauradores atinge a marca dos 35% do universo pesquisado.

Eventos recentes na Europa monárquica como jubileu de diamantes de Sua Majestade Elisabeth II da Inglaterra, as abdicações holandesa e belga, e ainda um nascimento real sueco, têm posto a nobreza europeia em frequentes manchetes nos jornais, rádios e canais de TV. O tema de fato chama a atenção dos alemães, pois ,ais da metade dos 1.012 questionados pela companhia de enquetes YouGov para a agência de notícias DPA, disseram estar interessados nas monarquias de outros países.

O último Imperador alemão, Kaiser Wilhelm II, abdicou em 1918 ao apagar das luzes da I Guerra Mundial e logo em seguida o país caiu em descontrole cambial e fiscal, sendo tomado de assalto dezesseis anos mais tarde por um aventureiro e sanguinário líder carismático: Adolf Hitler. Ano passado o Príncipe Kiril da Prússia, o tataraneto do Kaiser, ganhou as manchetes ao sugerir a restauração da monarquia e ao afirmar que o retorno à glória não seria apenas da Coroa, mas "de toda a Alemanha".

Apesar do crescente apoio entre os jovens, os alemães mais velhos ainda se opõe à ideia. Nesta faixa etária 51% dos entrevistados alegam que ter um rei ou rainha custaria muito dinheiro, embora os dados recentes de Berlin deem conta que o governo de Angela Merckel custe o dobro do orçamento anual destinado por dinamarqueses e belgas às suas Casas Reais ou o triplo gasto pelos Espanhóis com o Rei Juan Carlos, cujo reinado é considerado o mais austero do mundo.

Um terço dos que responderam à pesquisa indica crer que ter uma família real ainda é relevante no mundo moderno, número que se aproxima daqueles que afirma ser o sistema monárquico um modelo ultrapassado.

Não obstante a esta divisão, uma resposta em comum entre os entrevistados foi a de que, mesmo vivendo em uma república parlamentarista há noventa e cinco anos, os alemães sentem maior confiança e conexão com membros da família real do que com seus últimos presidentes.

Por falar neles, o último presidente, Christian Wulff, acabou caindo em desgraça popular após não conseguir explicar uma série de questões sobre atos de corrupção durante seu mandato.

Fonte: Deutsche Press