terça-feira, 17 de setembro de 2013

Desenvolvimento Econômico no Brasil Imperial


Publicado pela Liga Azul Monarquista Brasileira, via facebook

Um desenvolvimento econômico de larga escala ocorreu durante este período no país, antecipando avanços similares em países europeus. Em 1850, havia cinquenta fábricas com um capital total de Rs 7.000:000$000.

No final do período imperial, em 1889, o Brasil tinha 636 fábricas, o que representa uma taxa anual de crescimento de 6,74% em relação ao número de 1850 e com um capital total de cerca de Rs 401.630:600$000 (o que representa uma taxa de crescimento anual no valor de 10,94% entre 1850 e 1889).

O "campo ecoou com o som estridente das linhas de ferro que estavam sendo colocadas como ferrovias, no ritmo de construção mais furioso do século XIX; na verdade, a construção em 1880 foi a segunda maior em termos absolutos em toda a história do Brasil. Na década, apenas oito países em todo o mundo construíram mais quilômetros de ferrovias do que o Brasil."

O Visconde de Mauá, sua locomotiva "Baronesa" e a evolução das linhas férreas durante o Império. Além dos trilhos em funcionamento, ainda havia contratos assinados pela Coroa para mais nove mil quilômetros, totalizando quase dezenove mil quilômetros de estradas.
A primeira linha férrea, com apenas 15 quilômetros de trilhos, foi inaugurada no dia 30 de abril de 1854279 em um momento em que muitos países europeus não tinham serviço ferroviário. Em 1868, havia 718 quilômetros de linhas ferroviárias e até o final do império, em 1889, essa rede chegou a 9 200 quilômetros de extensão, com outros 9 000 quilômetros em construção, tornando-se o país com "a maior rede ferroviária na América Latina".

Fábricas foram construídas por todo o império em 1880, permitindo que as cidades brasileiras se modernizar e "receber os benefícios do gás, da eletricidade, do saneamento, do telégrafo e das empresas de bonde. O Brasil estava entrando no mundo moderno."

O país foi o quinto no mundo a instalar modernos esgotos urbanos, o terceiro a ter tratamento de esgoto e foi pioneiro na instalação de um serviço de telefonia (vide texto neste blog sobre Dom Pedro II, Grahm Bell e o telefone). Além de melhorias anteriores na infraestrutura, o Império também foi o primeiro país da América do Sul adotar um sistema de iluminação elétrica público (em 1883) e o segunda das Américas (atrás apenas dos Estados Unidos) a estabelecer uma linha telegráfica transatlântica, ligando-o diretamente com a Europa em 1874.

Anúncio da primeira fábrica brasileira de sombrinhas e guarda-chuvas do Brasil. Foto: O Estado de São Paulo
A primeira linha telegráfica nacional surgiu em 1852 no Rio de Janeiro. Em 1889, havia 18 925 quilômetros de linhas telegráficas ligando a capital do país às províncias brasileiras distantes, como o Pará, e até mesmo ligando o império a outros países da América do Sul, como Argentina e Uruguai.

Fontes:
Liga Azul Monarquista - https://www.facebook.com/LAMBrasileira?fref=ts
Lira 1977, Vol 2, pp. 13, 309.
Vasquez 2007, p. 38.
Viana 1994, p. 496.
Calmon 2002, pp. 222, 225-226, 366.
Vainfas 2002, p. 539.