terça-feira, 17 de setembro de 2013

Carta aberta à Real Democracia Parlamentarista em particular e aos Monarquistas do Brasil no geral


Por: José Boas

"...o Estado, como sabeis, deve ser preservado do mundanismo político e das alianças efêmeras entre os que disputam o poder"

Concordo que a militância política é uma das maneiras mais eficientes de conseguirmos reestabelecer o diálogo com a sociedade que nos foi cortado - por meio de um inescrupuloso e antipatriótico golpe - há mais de um século. Concordo, também, que a militância partidária é uma das maneiras de conseguirmos reestabelecer esta linha de diálogo fundamental e que constituirá instrumento fundamental para a restauração.

Por ser um democrata, defendo ferrenhamente que todas as pessoas têm o direito sagrado de se arregimentarem em núcleos que correspondam à sua senda de ideias, propostas e projetos. Por tais motivos, defendo o pluripartidarismo sadio, que aceita as diferenças e o diálogo.

Neste sentido eu, pessoalmente, filiei-me recentemente a um partido político que dá espaço para que, dentro dele, se inicie a ação pela restauração da Monarquia Parlamentarista no Brasil. Sei de outros monarquistas que militam em outros partidos políticos e que, chegada a hora da ação, tomarão nossa bandeira - a bandeira de todo o brasileiro de bem - e que chegaremos aos lares de nossas famílias em todos os recantos desta grandiosa, porém usurpada, Nação.

Sei de vossa muito boa-vontade, mas é imprudente tentar fazer com que a Família Imperial e, mais, Sua Majestade Dom Luiz I do Brasil, venham a apoiar qualquer uma agremiação política - por mais bem intencionada que seja esta - dado sua posição de Chefe-de-Estado e guardião máximo de nossa Coroa. O Estado, como sabeis, deve ser preservado do mundanismo político e das alianças efêmeras entre os que disputam o poder... assim o é em qualquer país que respeita sua Coroa e seus guardiões; assim também deverá ser sempre no Brasil!

A posição que defendo igualmente já fora defendida por Sua Majestade há pouco, juntamente com Suas Altezas Reais e Imperiais Dom Bertrand e Dom Antônio de Orleáns e Bragança em nota amplamente divulgada. Logo, da mesma forma que não é o galo que canta para que o Sol desponte, também devemos compreender que não é Sua Majestade a se dispor aos nossos desejos, mas justamente o contrário.

Desejo sucesso à Real Democracia Parlamentar e a seu sempre-líder, Sua Excelência o Comendador Antonyo Cruz, mas por patriotismo e lealdade ao Imperio, à Coroa e a Sua Majestade Dom Luiz I do Brasil, reafirmo que aproximar nossa honrosa Casa Imperial de qualquer agremiação política é um risco que o Brasil - principalmente neste momento tão delicado de sua História - não deve correr.

Mui cordialmente,

Sonir José Boaskevicz