quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Brasil é uma das economias mais protecionistas do mundo


Por: José Boas

Em pesquisa realizada este pela Câmara de Comércio Internacional (CCI) este ano o Brasil recebeu mais uma péssima notícia... apareceu como o nono país com a economia mais fechada do mundo, ficando apenas à frente de Quênia, Paquistão, Venezuela, Uganda, Argélia, Bangladesh, Sudão e Etiópia.

O resultado brasileiro coloca o país na 67ª posição no ranking de 75 nações pesquisadas. Entre os países do G20, o Brasil é o menos aberto, sendo superado inclusive pela Índia que registrou pontuação de 2,5 e ficou na 64ª posição. Na América Latina o Brasil aparece à frente apenas da Venezuela, mas fica muito aquém do Chile (33°), Peru (43°), Colômbia (52ª), México (54°), Uruguai (60°) e Argentina (63ª).

Ranking da Câmara de Comércio Internacional. Nela o Brasil figura como o 9° país mais protecionista de um total de 75 nações pesquisadas que compõem 95% do PIB mundial.

O ranking da CCI avalia a abertura dos mercados a produtos importados, nível tarifário, regras internas, exigências de conteúdo local, as políticas comerciais, infraestrutura para o comércio e a abertura do país a investimentos estrangeiros (neste quesito o Brasil aparece em 13° lugar entre os países mais caros para se investir no mundo – vide matéria neste blog).

Coincidência ou não, no dia que teve início a conferência da OMC que tratava justamente das aberturas de mercado, foi publicado o decreto que favorece a produção nacional de veículos. Na mesma semana, o Brasil ainda se recusou a aderir a uma iniciativa de 50 países propondo o congelamento de tarifas de importação, como um sinal de incentivo à economia mundial em crise.

Na América Latina o Brasil figura apenas à frente da Venezuela.

A CCI usa seu documento para continuar pressionando os governos a alcançar um acordo na conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), em dezembro, em Bali (Indonésia). Um dos principais interesses dos empresários é um acordo de facilitação de comércio, para reduzir substancialmente entraves nas alfândegas.