quarta-feira, 21 de agosto de 2013

PROPOSTA 01 - Como e porquê defendo a retomada do Padrão-Ouro para o Brasil

Para se manter a cotação atual do Real frente ao ouro, R$ 1,00 valeria 1/30 g
Recentemente cresce o temor de que as principais economias do mundo estejam mascarando suas contas públicas através de malabarismos contábeis, fato este que - se comprovado – cedo ou tarde provocará uma crise financeira que fará 1929 parecer um domingo no parque em uma tarde de verão.

Neste cenário, uma economia periférica como a brasileira - esqueçamos esta fantasia criada pelo atual governo de 6a. economia mundial - está ainda mais subordinada às peripécias contábeis das economias centrais, dado que faz de suas reservas monetárias acumulando moedas internacionais. O grande problema é que estas moedas internacionais não são um valor em si mesmas, o que faz do Brasil um grande colecionador de papel colorido com valor variável e cada vez mais questionável, podendo se deteriorar do dia para a noite.

Desde que abandonou o padrão-ouro com o golpe da república (houve tentativa de retomá-lo sem sucesso sob o governo de Campos Salles), o Brasil vem experimentando aumentos do défcit público, do descontrole contábil e, consequentemente, da inflação, com um período de relativo sucesso com o Plano Real - digo relativo porque o Real foi a moeda que mais se desvalorizou no mundo em 2012; em 2013 o quadro vem piorando ainda mais, o que quer dizer que o barco está fazendo água...

Colecionar papel colorido emitido por outros países é um risco silencioso e mortal, dado que nada garante o verdadeiro valor daquelas moedas – pode ser, no máximo, um ato de camaradagem, pois o país que recebe estas moedas importa para si a inflação gerada pelos outros –; já manter um montante próprio de metais contribui fortemente para a estabilidade monetária, tendo em vista que ancora o valor circulante em um lastro real e imperecível, não perecível e nem sujeito a aventuras financistas por parte de falsos malabaristas da contabilidade.

É evidente que hoje em dia o valor de uma moeda é determinado também por sua demanda no mercado internacional de moedas e também por sua importância direta para o mercado internacional de bens e serviços, mas convenhamos, este não é o caso do Real... dado que até no Mercosul há preferência pelo Dólar dos EEUUA. Assim, permanecendo o sistema monetário tal qual ele se encontra, ocorrendo qualquer ataque especulativo internacional que desvalorize as demais moedas de maneira significativa, nossas reservas internacionais e nossa economia permanecem altamente vulneráveis.

Minhas propostas para resolver estes problemas são:

1. retomada imediata das diretrizes mais ortodoxas e estritas da responsabilidade fiscal;

2. lastreamento da moeda nacional em metais preciosos (ouro e platina);

3. política de redução gradual e permanente da dívida pública com consequente diminuição da carga tributária sobre os setores produtivos da sociedade;

4. diminuição dos gastos estatais com a máquina pública, e;

5. austeridade na gestão dos recursos do Estado, dando destinação pública ao dinheiro público.




Restauremos o Brasil REAL! Viva o Império do Brasil!