segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O MEC, a ré-pública e a (des)educação no Brasil




Desde que foi criado pelo governo de Getúlio Vargas – sob a égide do positivismo comtiano e sob a desculpa de centralizar as ações educacionais do Brasil – o MEC tem-se mostrado o maior instrumento de formação do discurso ideológico golpista. A escolha dos livros didáticos que serão usados nas escolas públicas – influenciando também o ensino privado – segue um rigor simples: a proximidade, a covarde e subserviente adequação, daquilo que é passado aos nossos estudantes à ideologia vigente, mesmo que para isso a verdade tenha que ser escamoteada, aleijada, vilipendiada; mesmo que documentos importantes tenham que ser escondidos ou até mesmo destruídos (como fez Ruy Barbosa ao queimar os livros de assento de escravos em vários cartórios)... o que importa mesmo para o MEC é que o discurso ideológico em voga, proferido pelos que se adonam do poder - mesmo que de maneira criminosa em muitos casos - seja justificado, legitimado e, se possível, perpetuado. Desde o golpe da ré-pública em 15 de novembro de 1889 os traidores da Pátria vêm escondendo suas verdadeiras intenções sob um discurso travestido de “verdade científica”, mas altamente autoritário e messiânico... a única coisa que estes mesmos golpistas NUNCA disseram é que suas profecias jamais se realizaram nem se realizarão.



Os "revolucionários" da educação que usavam uma mal explicado marxismo dentro de salas de aula, que durante anos pregavam o “fim da opressão ao estudante pelo professor através do sistema educacional conservador e burguês” vêm precisando se curvar às evidências e à realidade dos fatos. Ao proporem o fim da reprovação, a mudança dos ciclos e a relativização da importância dada às pesquisas e à tarefa escolar, voltando suas costas às coisas mais caras à educação desde o período clássico: o germinar dos senso de dever, da disciplina, do valor do trabalho e do esforço pessoal, do conhecimento como instrumento emancipatório e da meritocracia como bússola social, criaram uma geração de idiotas, preguiçosos, indigentes intelectuais (quiçá fosse esse o verdadeiro propósito destes ditos “revolucionários” com suas tão “avançadas” mudanças).



Na contra-mão disso tudo, outras sociedades sempre tiveram a educação presa a um valor tão grande que no Japão, por exemplo, o único cidadão que não precisa se curvar ao Imperador é o professor; na Alemanha, quando uma pessoa recebe o PhD., seu título passa a fazer parte de seu nome; na Suécia, no Canadá e na Austrália os professores têm um ranking próprio e os melhores são disputados a peso de ouro pelas instituições de ensino... em todos estes países as escolas são tratadas como templos onde, pelo culto à ciência e ao progresso – generosos sacerdotes pontificiam o futuro.


Já aqui no Brasil, desde o desgraçado 15 de novembro, é que o próprio Estado patrocina a derrocada da educação sob um “sem número” de desculpas esfarrapadas, a maioria retiradas de teorias e ideologias que já provaram sua ineficiência ao redor do mundo onde foram implantadas. O que falta para as pessoas entenderem que esta ré-pública golpista nos faliu?! Restauremos o Brasil REAL! Foi deste Brasil REAL que Sua Majestade, o Imperador Dom Pedro II disse certa vez de seu trono: “Não fosse eu o Imperador, desejaria de ser Professor...”.

Dos dez países com melhor índice educacional no mundo, SETE são monarquias... o Brasil ocupa o vergonhoso octagésimo oitavo lugar na lista...


O positivismo implantado no Brasil há 124 anos, assim, aproxima-se do fascismo italiano, ao nazismo, ao stalinismo. Todos estes regimes totalitários e assassinos buscaram freneticamente imolar em praça pública qualquer obra que tivesse suspeitos traços "herético" da História ou da Filosofia e que, de algum modo, contrariavam com fatos materiais – empíricos – tudo que suas teorias “absolutas” (inquestionáveis, metafísicas e ilusórias) tentavam desenhar e impor às mentes não protegidas de seus cantos de sereia.